Arquitetura de Informação – Por que adotar? 1/3

A cada dia, se faz mais necessário organizar a informação de forma prática e simples, fazendo com que a compreensão da informação torne-se mais ágil e produtiva.
Por Everton Vianna
A Arquitetura de Informação de forma resumida, consiste em organizar as informações complexas e torna-las de fácil e rápida compreensão.
São poucas as empresas que entendem ou até mesmo conhecem a necessidade de um arquiteto de informação em seus projetos. Algumas agências de internet, e grandes portais possuem esse profissional, e até mesmo criaram seu departamento de AI. Estas empresas têm mais que por necessidade estarem antenadas nas novas tecnologias e processos, e já perceberam que a arquitetura de informação é um grande agregador de qualidade e agilidade em seus projetos.
Porém o que tenho notado no mercado, é que um grande nicho como empresas de Outsourcing e Consultorias de TI ainda não utilizam os processos e metodologias que a AI pode agregar em seus projetos. Em muito isso é culpa da resistência por parte de gerentes, outro por falta de pró-atividade dos funcionários em exporem novas metodologias, ou o simples desconhecimento.
Faça uma análise abaixo, e veja em quantas situações você já esteve envolvido e familiarizado no seu dia-a-dia.
1 – Na entrega do sistema, o cliente ou gestor diz, “Não era bem assim que eu tinha entendido que seria, e que deveria funcionar…”.
2 – Usuários com dificuldade de usar ou testar o sistema. Coisas simples, e que parecem óbvias para quem desenvolveu, mas não tão simples para os usuários. Ou pior, a não utilização ou baixa produtividade de determinada funcionalidade ou sistema, por conta da dificuldade de uso ou não praticidade.
3 – Reuniões e mais reuniões entre cliente e equipe de projeto/analistas, e mesmo assim a compreensão do sistema e de como funcionará a funcionalidade ainda não ficou clara. O protótipo (às vezes) mal feito e apresentado nem sempre é bem compreendido pelo cliente. E o resultado final é o Item 1.
4 – Falta de padronização no sistema. É comum em projetos maiores, onde existe o envolvimento de vários programadores depararmos com sistemas sem padronizações visuais, de fluxo e de nomenclatura.
Poderia citar estas e outras várias peculiaridades que são comuns em projetos. A soma desses fatores acaba ocasionando:
- Estouro do orçamento e horas de recursos.
- Refações em etapas avançadas do projeto.
- Não cumprimento de prazos e cronogramas.
- Custos excessivos com treinamentos de usuários.
- Menor produtividade do usuário ou mesmo o não uso de funcionalidades do sistema.
- Sistemas com baixa qualidade.
Existem empresas que adotam em sua metodologia a elaboração de especificações funcionais, que antecedem a etapa de desenvolvimento. Tal documento tem como função detalhar ao cliente o escopo do projeto, e como as funcionalidades serão criadas e tratadas. É uma metodologia válida, porém estes documentos costumam ser muito textuais e com muitas páginas. O que acaba gerando uma demora maior na aprovação do cliente, ou então um entendimento incorreto do que será feito e do que foi pedido, e o cliente só dará conta que não era bem aquilo que pediu, nas fases finais do projeto.
A arquitetura de informação não tem a intenção de resolver todos estes problemas, mas de minimiza-los através da metodologia utilizada, e ser um recurso a mais na documentação que irá facilitar as demais etapas com o cliente e desenvolvedores.
No próximo artigo explicarei um pouco mais sobre os modelos de documentos que podemos adotar, e um bom workflow para os projetos.
Sobre o autor:
Everton Vianna (contato@evertonvianna.com.br) é analista funcional na Dedic-GPTI, prestando serviços para o Santander. Mantém este blog e um perfil no Twitter @egvianna.
Biblioteca para Design de Interfaces

O designer de interfaces Vincent disponibilizou uma impressionante biblioteca em Illustrator para auxílio na concepção de interfaces e protótipos. O conjunto contém centenas de formas de vetor para elementos de formulário, 260 vetores baseados em ícones e 200 estilos gráficos. O melhor de tudo é que está disponível para ser utilizado gratuitamente para projetos comerciais.
Bom trabalho, Vincent! Nós agradecemos a colaboração.
Você pode baixar a biblioteca em http://www.webalys.com/design-interface-application-framework.php
Funcional e divertido

O programador Matt Thompson desenvolveu um script com jQuery para que o usuário possa verificar se a senha digitada no campo de senha e no campo de confirmação de senha são iguais.
Veja um exemplo do formulário em http://mattt.github.com/Chroma-Hash/
Projetando para a nova geração de User Experience (UX).

A possibilidade de interação que as novas mídias multi-touch proporcionam mudou radicalmente a forma de como estávamos acostumados a trabalhar com a interação homem x máquina. Você esta preparado para estas mudanças?
Por Everton Vianna
Esse novo mercado dos “touch”, que cresce dia a dia, deve parte de seu sucesso a facilidade e simplicidade que os projetistas e designers conseguiram implementar nas interfaces. Esta nova concepção de modelo, baseada em interações físicas, é muito intuitiva, ao mesmo tempo em que é divertida. Tudo isso, torna o processo de interação homem x máquina, um pouco mais humano.
Para a nova geração de usuários, essa nova concepção será algo natural. As crianças de hoje, devido ao volume de informações e tecnologias disponíveis em seu meio, já nascem “multimídias”, falam ao celular ao mesmo tempo em que escutam música e jogam seu psp, e o que mais puderem ter à sua mão ou vista. Bem diferente de parte de nós, que para achar um número na rua, necessita abaixar o som do carro.
Este serão usuários mais exigentes, e precisamos estar atentos a estas mudanças e repensar no que isso muda em nossos projetos de interfaces. Afinal, estamos guiando uma nova geração de usuários que estão cada vez mais utilizando estas mídias para consumir, entreter-se, e trabalhar.
É necessário estarmos preparados para estas mudanças, seja projetando para usuários mais experientes ou novos adeptos deste conceito, para proporcionar uma melhor utilização e experiência a estes usuários.
Abaixo alguns links para utilidades e informações que podem te ajudar em seus projetos. Divirtam-se.
• Stencils Touch para Visio, OmniGraffle, Illustrator, Photoshop, etc.
• Bibliotecas Opensources de movimentos touch
• Guia de movimentos touch.
• Estudo sobre definição de movimentos para touch.
• Magic Mouse, um brinquedinho touch da Apple.
• Apple Trackpad, outro brinquedinho da Aplle para desktop.
Sobre o autor:
Everton Vianna (contato@evertonvianna.com.br) é analista funcional na Dedic-GPTI, prestando serviços para o Santander. Mantém este blog e um perfil no Twitter @egvianna.
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